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As Diversas Pandemias do Brasil: A depenação da saúde

Foto: Doutor vacinando idosa. Imagem disponível no Canva.


Por Israel Mendonça


Hoje seguimos a nossa série de matérias, neste terceiro episódio abordaremos sobre a saúde brasileira. Se você não acompanhou os episódios anteriores, eles estão todos disponíveis aqui no site, depois procure elas e confira o material. Apesar da saúde brasileira ter conquistado o SUS, o sistema de saúde continua sucateado, a pandemia de Covid-19 evidenciou o caos nessa área. Vamos começar esse caso voltando um pouco para o passado.


Período Colonial:


Ao longo deste período praticamente não houve um sistema de saúde sólido, além disso, o acesso médico era restrito à burguesia. Escravos, indígenas e pobres enfrentavam dificuldades para ter acesso a cuidados médicos, um exemplo foi a morte massiva da população indígena durante o tempo colonial. 

Os cidadãos privados ao acesso à saúde dependia da filantropia, caridades e crenças para enfrentar as doenças. Uma das únicas formas dos desfavorecidos serem atendidos era por meio das Santas Casas de Misericórdia, instituições com forte ligação com a religião. Esses espaços eram mantidos por doações da comunidade e foram por muito tempo a única opção de atendimento médico para os pobres.

Quando a família real chegou ao Brasil em 1808 a situação médica do país começou a mudar. Após esse acontecimento, foram criados os primeiros cursos de medicina e, por consequência, houveram a formação dos primeiros médicos do país. Aos poucos, os profissionais brasileiros substituíram os médicos estrangeiros que estavam em terra tupiniquim. 


Saúde pós Independência:


Logos após a independência do Brasil, que aconteceu no ano de 1822, Dom Pedro II providenciou a criação de órgãos para inspecionar a saúde pública, visando evitar epidemias e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos. 

Na transição do século XIX para o XX a cidade do Rio de Janeiro foi invadida por uma série de ações de vacinação e saneamento básico. Vale frisar que naquela época o esgoto corria a céu aberto e o lixo não possuía um destino adequado, dessa forma, a população ficava exposta a diversos tipos de doenças.

Sabemos que hoje em dia ainda existem localidades que não possuem um descarte adequado de esgoto e lixo, estamos percebendo que uma coisa influencia a outra e no fim isso acaba virando uma bola de neve.


Sistema Único de Saúde (SUS):


O Ministério da Saúde foi fundado no ano de 1953, a partir desta data também iniciaram as primeiras conferências de saúde pública no Brasil. Surgiu daí a ideia de realizar um sistema de saúde pública para atender a população, no entanto com a ditadura militar, a área da saúde sofreu corte de orçamentos e diversas doenças voltaram a se intensificar. 

No ano de 1970 apenas 1% do orçamento da União era destinado à saúde. Paralelamente, surgia o Movimento Sanitarista, composto por profissionais da saúde, políticos e intelectuais. Eles discutiam as mudanças necessárias para a saúde pública brasileira. 

Uma das conquistas desse grupo foi a realização da 8ª Conferência Nacional de Saúde, em 1986. O documento criado no fim do evento era um protótipo para a criação do Sistema Único de Saúde (SUS). A Constituição de 1988 reivindicou a saúde como direito básico do cidadão e um dever do Estado. Além disso, o acesso ao sistema público de saúde deveria ser gratuito, de qualidade e acessível a todos os brasileiros e/ou estrangeiros residentes no Brasil. 


Pandemia de Covid-19:


Ao londo da história do país houveram algumas epidemias, são exemplos a gripe espanhola e o vírus H1N1. No entanto, já podemos considerar a pandemia de Covid-19 a mais devastadora do território tupiniquim. Sabemos que essa pandemia foi de caráter mundial, porém evidenciou que o nosso sistema de saúde está defasado, sem falar do alto número de falecidos por decorrência desse vírus.

Logo de cara, governadores e prefeitos adotaram o isolamento social como uma das principais formas para conter a disseminação do o vírus, além disso, o uso de máscaras e álcool em gel foram recomendados. Porém no âmbito federal acompanhamos uma outra postura, durante a pandemia de Covid-19, o presidente do Brasil era Jair Bolsonaro e ele geriu a doença de maneira inadequada. Vimos o ex-presidente minimizar a pandemia, recomendar o uso de cloroquina e, até mesmo, não recomendando o isolamento social. 

Mesmo com a postura do ex-presidente, a maioria dos cidadãos brasileiros cumpriu os protocolos de proteção contra a Covid-19, usando máscaras e ficando em casa na medida do possível. Apesar disso, o número de mortos pelo vírus é muito elevado, mais de 700 mil vítimas da Covid-19 nos últimos três anos.

Acompanhamos todo o drama do sistema de saúde durante a pandemia, muitas unidades de saúde não possuíam leitos suficientes para atender a população, falta de materiais básicos para a proteção dos profissionais da área, falta de respirador para os internados, enfim, foi um caos. E infelizmente a pandemia de Covid-19 evidenciou que o sistema de saúde brasileiro está abandonado, sem o cuidado mínimo para as unidades funcionarem minimamente bem, o dinheiro destinado para essa pauta é aquém do que ela precisa. 

O vírus da Covid-19 não foi embora completamente, com um número muito inferior de contaminados e mortos do que em 2020 e 2021 ela continua infectando pessoas, porém o mega impacto que ela já provocou são visíveis e apontam que a saúde precisa ter um cuidado especial.


Saúde pública atualmente:


Apesar da imprescindível criação do Sistema Único de Saúde (SUS), reconhecido internacionalmente como um dos maiores modelos de saúde pública do mundo, sabemos que a situação da saúde brasileira é bem diferente. 

Corriqueiramente nos deparamos com um sistema que enfrenta uma péssima administração e a escassez de investimentos financeiros. Dessa forma, presenciamos um modelo de saúde que está em colapso, com falta de medicamentos e equipamentos e possuindo pouca qualidade no atendimento. 

A falta de mais médicos para atender a população contribui para a demora de agendamento de consultas e no próprio atendimento. O baixo investimento na pauta contribui na ausência de mais leitos e Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Um problema acarreta o outro, e assim, o sistema de saúde vira um caos.

Uma pesquisa realizada e divulgada em 2018 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), apontou que 89% das pessoas que participaram do levantamento consideram a saúde pública como regular, ruim ou péssima. Os recentes casos absurdo no sistema público também é outro indício que a saúde, que é para cuidar do povo, precisa ser cuidado.











Referências:

https://www.todamateria.com.br/saude-publica-no-brasil/ 




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