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A séria situação dos moradores de rua


Foto: Banco de imagens do Canva

Por Israel Mendonça


O descaso com os moradores de rua não é de hoje, há registros que existem pessoas nas ruas desde os séculos XIV. E a omissão dos mandatários ao longo do tempo contribuiu para o aumento de pessoas que vivem nas ruas.



Situação geral e do Rio de Janeiro:


Conforme a pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no ano passado, a população de rua cresceu 38% entre 2019 e 2022. Ao todo no país, cerca de 281 mil pessoas estão em situação de rua.


Um levantamento realizado em 2020 pelo CENSO SUAS da Secretaria de Assistência Social do Rio de Janeiro, apenas na capital carioca, vivem aproximadamente 7.272 pessoas nessa situação. Desse total, apenas 1,803 estão em casas de acolhimento. As etnias predominantes dessa população são pretos ou pardos (79,6%), a idade média varia entre 31 e 49 anos e 81% dos desabrigados são do sexo masculino. 


Problema crônico:


Um processo grave que os moradores de rua sofrem é o extenso processo de exclusão social, muitos deles, por estarem nessa situação, acabam não possuindo documentos, higiene pessoal, empregos, e outros. Assim, o cidadão de rua acaba ficando sem o básico para sobreviver na sociedade brasileira.


Logicamente, eles não possuem uma renda fixa para alugar uma casa, nesse caso, a grande maioria opta por viver nas ruas. Diversos fatores podem levar uma pessoa a morar na rua, e elas são: a perda de familiares, conflitos na família, violência e desemprego, alcoolismo e uso de drogas, perda de autoestima e a escassez de saúde mental.


Ação governamental:



Poucas políticas são voltadas para a população de rua no Brasil, apenas alguns programas são realizados para auxiliar as pessoas nessa situação. As instituições religiosas e Organizações Não Governamentais (ONGs) se destacam na prestação de serviços aos moradores de rua, distribuindo quentinhas e roupas aos cidadãos. Apesar de possuir abrigos e albergues, essas formas de assistência são consideradas insuficientes para atender essa população. 


A postura omissa do Estado interfere no consenso da população em relação aos moradores de rua, uns sentem compaixão e até ajuda no que pode e outros reprimem, agridem os desabrigados. A atitude governamental para resolver esse problema é o desenvolvimento de políticas públicas, visando a população que vive nas ruas, indo além da destruição de alimentos, ajudando na retirada dessa comunidade de pessoas das ruas.











Referências bibliográficas:


https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/45-todas-as-noticias/noticias/13457-populacao-em-situacao-de-rua-supera-281-4-mil-pessoas-no-brasil#:~:text=A%20popula%C3%A7%C3%A3o%20em%20situa%C3%A7%C3%A3o%20de,2022%2C%20quando%20atingiu%20281.472%20pessoas.

https://sbsrj.org.br/moradores-de-rua-sp-rj-parana/#:~:text=De%20acordo%20com%20o%20CENSO,acolhimento%20como%20abrigos%20da%20prefeitura


https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/%20populacao-situacao-rua.htm


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