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Cenário de exclusão marcou a educação durante a pandemia de Covid-19

Foto: Professor dando aula, imagem do banco de imagens do Canva.


Por Israel Mendonça

No período do governo do ex-Presidente Jair Bolsonaro, a educação foi uma das pastas menos prestigiadas durante a gestão e, com a chegada da pandemia de Covid-19, a situação piorou.


Impactos na educação:


Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Anísio Teixeira (Inep) divulgados em julho de 2021, aproximadamente 99,3% das escolas do Brasil suspenderam as aulas presenciais durante o momento mais grave da pandemia.

A maioria das escolas do país optaram por dar seguimento ao ano letivo através do ensino à distância (EAD). Porém, alguns profissionais não estavam habituados com esse modelo de ensino e enfrentaram dificuldades para dar aulas, além disso, estudantes que não tinham recursos necessários para conseguir estudar sofreram um processo de exclusão desse processo. 

Considerando a avaliação do Ministério da Educação (MEC), os principais riscos enfrentados pela suspensão das aulas presenciais eram: o comprometimento do calendário escolar, danos estruturais e sociais aos estudantes e familiares de baixa renda, retrocesso do procedimento educacional e da aprendizagem dos alunos e a evasão escolar. Ao longo da pandemia muitos desses aspectos se tornaram reais, a exemplo do retrocesso de ensino.


Desigualdades evidenciadas:


A realidade do povo brasileiro é diferente uma da outra, nem todos possuem um notebook ou uma boa internet para estudar. O abismo social foi mais evidente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Todavia, no contexto geral, a desigualdade de ensino aumentou em todas as regiões do país.

Ainda baseado no levantamento realizado pelo Inep, ao todo, 2,6 mil escolas não adotaram nenhum modelo alternativo de ensino durante o ano letivo de 2020. Desse número, cerca de 88,4% estão localizados na região Norte (1.185) e Nordeste (1.172), totalizando 2,3 mil escolas apenas nas duas regiões.

Em relação a internet em domicílio, 15,9% das escolas estaduais e 2,2% das unidades municipais de ensino implementaram o acesso gratuito ou subsidiado no país. Aproximadamente 29,9 mil escolas públicas não possuíam um computador disponível para utilização dos estudantes ou administrativa. Dessas unidades, cerca de 26,3 mil foram identificadas na região Nordeste (16.104) e Norte (10.245).


O desafio do atual governo na educação:


O governo do atual presidente Lula terá que reestabelecer a recomposição orçamentária da educação para assegurar a execução de estratégias de ensino, por exemplo, o Plano Nacional do Livro Didático (PNLD), que distribui livros didáticos às escolas públicas do país.

De acordo com o relatório realizado pela equipe de transição, a pauta educacional sofreu diversos cortes de custos ou congelamentos de verbas. Ademais, medidas tomadas pela antiga gestão prejudicaram o andamento de políticas públicas na área.

Sabemos que a paralisação das aulas presenciais foi uma das estratégias de proteção utilizada em todo o mundo para evitar mais contágios pelo vírus da Covid. A doença afetou não apenas a educação, mas também a economia, saúde e outras áreas. A escola tem um papel fundamental na socialização e formação dos estudantes, os primeiros contatos sociais das crianças, fora do núcleo familiar, são na escola.

Nesses próximos anos de regresso ao "novo normal" após o momento mais grave da pandemia é evidente que novas estratégias de ensino têm que ser adotadas, decisões que condizem com o século atual. E, logicamente, as estratégias adotadas pela atual gestão devem ser para diminuir os impactos negativos na educação brasileira durante a pandemia de Covid-19.










Referências:

https://www.fadc.org.br/noticias/entenda-como-a-pandemia-impactou-a-educacao-no-brasil 

https://vestibular.brasilescola.uol.com.br/blog/o-novo-governo-e-os-desafios-para-a-educacao.htm 


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